Capim pé-de-galinha na soja: Saiba como controlar

09/09/2021
Cultura • Soja

Considerada uma das principais plantas daninhas, o capim pé-de-galinha (Eleusine indica) vem causando muitos problemas para agricultores brasileiros, principalmente por disputar espaço, nutrientes, água e luz com a soja, prejudicando a colheita e ocasionando dano mecânico aos maquinários.

 

Quando não controlado corretamente, os prejuízos ocasionados por essa daninha podem chegar a até 70% de perda na produtividade. Porém, o que mais preocupa os agricultores brasileiros é o crescente número de casos de resistência que esta espécie apresenta ao redor do mundo, com casos também no Brasil.

 

Exatamente por isso, é importante conhecer essa daninha, além de adotar estratégias para fazer um manejo mais eficiente do capim-pé-de-galinha, evitando ocorrências de populações que dificultam o controle.

 

Sobre o capim-pé-de-galinha

O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) é uma espécie de planta daninha que apresenta ciclo anual. Essa daninha infesta lavouras anuais e perenes, com potencial de se desenvolver bem em qualquer tipo de solo, se adaptando melhor em solos compactados e épocas mais quentes.

 

Seu ciclo de vida pode durar de 120 a 180 dias, dependendo da região. Já sua reprodução ocorre via sementes, resultando em ampla dispersão, com as plantas tendo a capacidade de produzir até 120 mil sementes que são facilmente disseminadas pelo vento.

 

Essa daninha é também como uma “ponte verde” para doenças que afetam plantas cultivadas, podendo ser hospedeira de agentes patogênicos que atacam culturas de importância econômica, como a soja. Tal fato exige melhor controle por parte dos agricultores.

 

No entanto, o controle dessa planta daninha vem sendo dificultado pelos casos de resistência à herbicidas, já que o capim pé-de-galinha apresenta populações resistentes a alguns modos de ação de herbicidas em todo o mundo e no Brasil. Tal fato tem gerado grande preocupação aos produtores.

 

Resistência do capim pé-de-galinha à herbicidas

O capim pé-de-galinha representa o mais recente caso de resistência à aplicação do glifosato no Brasil. Isso tem chamado a atenção dos profissionais envolvidos no manejo de plantas daninhas.

 

No mundo, já foram relatadas 36 ocorrências de capim-pé-de-galinha resistente à herbicidas em 12 países. Já no Brasil, são 3 casos, com o primeiro ocorrendo em 2003, com casos de resistência aos herbicidas cyhalofop, fenoxaprop e sethoxydim (Inibidores da ACCase).

 

Em 2016 foi registrado a resistência ao glyphosate. Já em 2017, foi notificado um caso de resistência múltipla a fenoxaprop e haloxyfop (Inibidores da ACCase) e glyphosate (Inibidor da EPSPs).

 

A hipótese de resistência é reforçada pelo fato de que o controle de plantas daninhas na soja tem sido feito por meio de duas a três aplicações do herbicida, por ciclo da cultura. Tal fato caracteriza uma situação de alta pressão de seleção, o que pode favorecer o desenvolvimento de biótipos resistentes preexistentes na população.

 

Exatamente por isso, é importante que o agricultor adote algumas estratégias de controle que evitam maior disseminação dessa daninha na soja sem que novos casos de resistência possam surgir.

 

Estratégias de controle do capim pé-de-galinha

Para que o controle do capim-pé-de-galinha seja mais efetivo é essencial iniciá-lo logo na pré-emergência ou pós-emergência inicial da daninha, quando esta planta está com no máximo 1 perfilho.

 

Diante disso, para que seja melhor realizado, o controle do capim pé-de-galinha deve ocorrer na entressafra, pois há a possibilidade de combinar a aplicação de herbicidas pré-emergentes e herbicidas pós-emergentes seletivos, que proporcionam a sanidade do campo durante todo o ciclo de desenvolvimento.

 

Além disso, algumas formas para manejar o capim-pé-de-galinha podem ser consideradas:

  • Rotação de culturas, além da rotação de princípio ativo dos herbicidas;
  • Uso de sementes isentas de infestantes resistentes;
  • Evitar a reprodução e disseminação inicial de plantas daninhas;
  • Realizar a limpeza de tratores, implementos, colheitadeiras e semeadoras, impedindo que sementes infestantes sejam levadas para a área de cultivo;

 

O controle químico do capim pé-de-galinha realizado por meio de herbicidas pode ter boa eficiência na pré-emergência. Neste sentido, uma recomendação moderna e eficiente é o uso do Kyojin, desenvolvido pela IHARA. Este é um herbicida formulado especialmente para combater as daninhas resistentes na soja, proporcionando maior e melhor controle do capim pé-de-galinha nessa cultura.

 

Esse lançamento da IHARA apresenta como principais características seu longo residual e alta seletividade, mantendo a lavoura de soja no limpo por mais tempo, garantindo maior produtividade e lucratividade.

 

Diante dessas características, Kyojin é um pré-emergente que apresenta excelentes resultados, assegurando o melhor controle para as daninhas resistentes da soja.

Newsletter

Cadastre-se aqui para receber notícias do agronegócio