5 dicas para um manejo eficiente de tripes na cebola

14/06/2021
Cultura • CebolaHortifruticultura

Várias espécies de insetos estão associadas à cebola. O tripes (Trips tabaci) é uma praga que merece maiores cuidados devido aos significativos danos que pode causar à cultura.

No Brasil, o tripes (também conhecido como piolho da cebola) é praga-chave na cultura da cebola. Quando em altas infestações, relacionadas ao tempo quente e seco, este inseto tem potencial de causar até 50% de perdas na produção, havendo redução de peso e qualidade dos bulbos.

Para impedir a proliferação do  inseto na cultura da cebola, são exigidas estratégias específicas de manejo. A seguir, serão apresentadas as 5 principais estratégias para melhor manejo do tripes na cultura da cebola.

 

 

  1. Inspeção de cultivo: pelo menos uma vez por semana

O tamanho diminuto dos indivíduos e a região em que habitam nas plantas, principalmente nas “axilas” das folhas da cebola, tornam o tripes um inimigo silencioso. Estas características da praga dificultam seu controle.

Por isso, o primeiro passo para melhor manejar essa praga é a inspeção do cultivo. Ela deve ser feita pelo menos uma vez por semana, a partir do estabelecimento das plantas. Essa medida consiste na busca de tripes nas “axilas” das folhas e dos sintomas de ataque, percorrendo a lavoura em zigue-zague.

O uso de placas adesivas de coloração azul é uma excelente armadilha nesse aspecto. Essas armadilhas atraem e aprisionam tripes, facilitando o monitoramento populacional da praga, permitindo a detecção dos focos de infestação e a necessidade de controle.

 

 

  1. Práticas culturais: reduzem danos do tripes na cebola

Dentre as diversas estratégias de manejo do tripes na cultura da cebola, as práticas culturais são as mais simples, porém muito úteis.

Assim, as práticas culturais que ajudam a reduzir os danos causados pelos tripes são o cultivo em resíduos vegetais, a destruição de plantas voluntárias da cebola e a não realização do plantio de cebolas próximo a campos de cereais, já que estes podem servir como plantas hospedeiras desse inseto-praga.

Essa última prática é essencial, pois à medida que as culturas de cereais amadurecem e senescem, os insetos adultos tendem a dispersar das plantas de cereais para as plantas verdes vizinhas, caso da cultura da cebola.

 

 

  1. Manejo integrado no controle de tripes

Quando for constatado um foco de infestação do tripes, o produtor deve ponderar o manejo integrado, ou seja, duas ou mais medidas de controle que são utilizadas de forma simultânea e planejada.

Dessa forma, recomenda-se a adoção das seguintes medidas:

  • Isolamento dos talhões de cebola por data e área, evitando o escalonamento de plantio e cultivos muito próximos;
  • Escolha de cultivares que apresentem folhas lisas e pouca cerosidade, com bainha circular e de maior ângulo de abertura. Essas características permitem maior exposição dos tripes aos seus inimigos naturais e aos inseticidas aplicados;
  • Seleção de mudas sadias e vigorosas para o transplante;
  • Manejo adequado do solo, com práticas conservacionistas e de manejo da fertilidade do solo;
  • Nutrição adequada da cebola, sempre baseada em análises de solo e/ou foliar, evitando deficiências e/ou excessos de adubação, reduzindo a suscetibilidade das plantas ao ataque da praga;
  • Adoção de medidas de controle químico, com foco na seleção de inseticidas seletivos e eficazes, seguindo as aplicações dentro das recomendações pautadas em bula.

Todas estas medidas de manejo são igualmente importantes, e, se bem combinadas, podem favorecer a cultura da cebola e consequentemente reduzir a infestação do tripes.

 

 

  1. Controle químico: essencial para melhor manejo do tripes

O controle químico representa a principal forma de combate ao tripes na cultura da cebola. Entretanto, o uso incorreto de inseticidas pode contribuir com a seleção de populações de tripes resistentes aos produtos utilizados, ressurgência da praga, erupção de pragas secundárias e eliminação de organismos benéficos (inimigos naturais).

Por isso, o controle químico do tripes na cultura da cebola precisa estar associado à inspeção de cultivo, com o uso do inseticida devendo ocorrer quando forem encontrados 15 tripes por planta antes da formação do bulbo, ou quando forem observados 30 tripes por planta, após esta fase.

Além disso, é importante considerar alguns aspectos de importância no uso de inseticidas:

  • Utilizar apenas inseticidas registrados para a cultura da cebola;
  • Dar preferência a produtos seletivos, em favor dos inimigos naturais
  • Evitar pulverizações preventivas sem a inspeção do cultivo;
  • Evitar a aplicação de mistura de inseticidas sem a devida orientação.

 

 

  1. Invista em um produto inseticida inovador e exclusivo para hortifrúti

Além de todos os manejos apresentados, cabe ao produtor de cebola – que precisa combater o tripes na cultura – investir em um produto inseticida desenvolvido especificamente para o mercado hortifruticultor.

Para isso, a Ihara recentemente lançou ao mercado o ELEITTO. Esta é uma tecnologia que vem apresentando grande eficiência no controle do tripes na cultura da cebola.

Além da alta eficiência, o inseticida possui amplo espectro de controle com ação de choque e longo residual, permitindo um controle mais efetivo da praga. O Eleitto é também multi-culturas e multi-pragas, podendo ser aplicado via terrestre ou aérea, em qualquer fase da cultura, inclusive na florada.

Por fim, este inseticida é altamente seguro, podendo ser aplicado inclusive próximo à colheita da cebola.

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