Cigarra-do-cafeeiro

Quesada gigas
As cigarras são importantes pragas do cafeeiro, podendo causar prejuízos consideráveis às lavouras infestadas. A espécie mais importante e prejudicial é a Quesada gigas, de maior tamanho em relação às demais.
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CARACTERÍSTICAS

 

Os adultos da cigarra-do-cafeeiro apresentam corpo largo e robusto, de coloração esverdeada, com manchas pretas nos segmentos torácicos e dorso-lateral do abdômen. O adulto pode chegar a 70 mm de comprimento (incluindo as asas) e 20 mm de largura, no caso dos machos, e as fêmeas podem alcançar 69 mm de comprimento total e 16,5 mm de largura.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

O ciclo reprodutivo da cigarra é formado pelas fases: ovo, ninfa móvel, ninfa imóvel e adulto. As ninfas passam por cinco ecdises (mudanças do exoesqueleto), nas quais se assemelham cada vez mais com a forma adulta. 

Os machos “cantam” visando atrair as fêmeas para a cópula, que ocorre geralmente na copa das árvores, onde se abrigam, nas cidades e no campo, para onde são atraídas. Após o período de cópula, os machos morrem. As fêmeas procuram seus hospedeiros para colocar os ovos, dentre eles o cafeeiro.

 

DANOS À LAVOURA

 

Um cafezal muito infestado por cigarras pode apresentar, em média, 200 a 400 ninfas móveis por cova, população que causa severo dano às plantas. Em razão de se alimentar da seiva das raízes, a cigarra pode prejudicar o aproveitamento de água e nutrientes pelas plantas, resultando muitas vezes em morte das raízes, clorose e queda precoce de folhas e prejuízos na granação dos frutos. Em casos mais severos, o ataque da cigarra pode resultar em definhamento progressivo, ocasionando a morte das plantas. Tudo isso resulta em queda de produtividade e diminuição da vida útil das lavouras.

 

CONTROLE E MANEJO

 

O monitoramento da infestação das cigarras visando o seu controle deve ser realizado a cada ano, no período chuvoso, entre os meses de outubro e fevereiro, intensificado principalmente de outubro a dezembro.

Os métodos de controle da cigarra-do-cafeeiro são: 

  • Controle cultural: consiste na eliminação do cafezal improdutivo. Ao arrancar a velha lavoura, as larvas da cigarra presentes no solo morrem por inanição (falta de alimento). Os cafezais novos, em formação, não são atacados pelas cigarras.
  • Controle mecânico: consiste na catação manual das ninfas imóveis e insetos adultos das cigarras.  
  • Controle biológico: é feito, por exemplo, com a utilização de fungos entomopatogênicos (Massospora cicadina, Massospora spp., Metarhizium anisopliae) e de nematoides entomopatogênicos (Heterorhabditis spp., Steinernema spp.).

Controle químico: é o método mais eficiente até agora conhecido e visa matar as ninfas móveis no solo. Para combater as cigarras são utilizados inseticidas granulados sistêmicos e de contato. 

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

A cultura é alvo de inúmeras pragas, algumas destas de importância econômica, por causarem danos significativos, ocasionando perdas na produção. Entre os principais insetos-praga destacam-se as cigarras.

 

Fonte: Revista Colombiana de Entomologia

 

Culturas que atinge

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