Ácaro-da-leprose

Brevipalpus phoenicis
O ácaro da leprose dos citros (Brevipalpus phoenicis) é considerado uma praga-chave para a citricultura brasileira por atacar frequentemente as laranjeiras doces durante todo o ano e causar grandes prejuízos quando não controlado adequadamente.
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CARACTERÍSTICAS

 

O ácaro B. phoenicis apresenta o corpo achatado, com quatro pares de pernas e possui duas setas sensoriais. As fêmeas medem aproximadamente 0,30 mm de comprimento por 0,16 mm de largura, possuem coloração alaranjada, com manchas escuras no dorso, que variam com a temperatura, tipo de alimentação e idade do espécime.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

O ciclo biológico de B. phoenicis apresenta as fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto, sendo que cada ínstar tem um período ativo e outro quiescente. Os ovos são colocados, geralmente, em locais protegidos, de preferência em frutos com lesões de verrugose, localizados no interior das plantas e em ranhuras dos ramos.

O ciclo de vida do ácaro (de ovo a adulto) dura em torno de 17 dias em períodos quentes e de 35 dias em condições frias. A disseminação é feita pelo vento, aves, insetos e pelo homem durante as práticas culturais.

 

DANOS À LAVOURA

 

O ácaro provoca lesões nos frutos, levando a perdas consideráveis nos pomares atacados. A doença afeta também os ramos e as folhas, quando em maior nível de infestação, onde provoca manchas marrons circundadas por um halo amarelado. As folhas caem após 12 semanas do ataque do ácaro. Dependendo da severidade, pode causar redução de 30 a 100% na produção do ano.

 

CONTROLE E MANEJO 

 

A principal prática adotada pelos citricultores para o controle do ácaro da leprose, e consequentemente da doença, tem sido a pulverização das plantas com acaricidas seletivos e com mecanismos de ação distintos. Porém, a eficácia no controle da doença depende da adoção conjunta de medidas de controle da população do ácaro e eliminação das fontes de inóculo do vírus.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

Em decorrência dos danos causados pela doença, há um aumento dos custos de produção para os produtores decorrentes do controle da leprose e do vetor, da recuperação de árvores debilitadas e da renovação prematura do pomar. Estimam-se gastos anuais, somente com acaricidas para controle de ácaros na citricultura, da ordem de 90 milhões de dólares. Entretanto, estes custos podem ser maiores se forem considerados os custos das operações de aplicação de acaricidas e de poda.

 

FONTE: EMBRAPA

 

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