Mofo-branco na cultura da soja: como identificar e controlar?

28/05/2020
Cultura • Soja
Esse fungo está presente em diversas regiões produtoras do Brasil, podendo ocasionar perdas de até 70% na produtividade da cultura.

 

A soja é uma das principais lavouras da agricultura brasileira. Sua produção estimada é de 122,1 milhões de toneladas para a safra 2019/2020, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) . Porém, há algumas doenças e pragas que podem prejudicar o rendimento da soja, entre as quais vale destacar o mofo-branco, um importante limitador da produção da oleaginosa no país.

 

O mofo-branco é uma das mais antigas doenças da soja em território brasileiro. Esse fungo está presente em diversas regiões produtoras do Brasil, podendo ocasionar perdas de até 70% na produtividade da cultura.

 

Em razão do elevado potencial para causar perdas produtivas e econômicas, é extremamente importante saber identificar, prevenir e controlar a presença do mofo-branco nas lavouras de soja, sempre com a adoção do manejo ideal no momento exato.

 

O mofo-branco tem alta severidade nas lavouras de soja

 

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é uma doença capaz de afetar diferentes espécies de plantas, com registro de mais de 400 espécies hospedeiras, exceto as gramíneas.

 

No Brasil, essa é uma doença com grande presença na cultura da soja, com sua ocorrência e níveis de dano aumentando significativamente nos últimos anos. Prova disso é que, em condições de clima favorável para o desenvolvimento do fungo, a lavoura de soja pode sofrer, em média, perdas que podem variar de 30% a 100 %, principalmente quando não são tomadas medidas preventivas de controle.

 

Vale citar que, especificamente para a soja, a maior incidência do mofo-branco vai da floração plena (estádio R2) ao início da formação de grãos (transição dos estádios R4 a R5).

 

Características do mofo-branco que ajudam a identificar a doença

 

Na soja, os sintomas da doença do mofo-branco são bastante característicos. Inicialmente, ocorrem lesões encharcadas nas partes aéreas, com o fungo podendo atacar qualquer parte da planta, sendo mais frequente nas inflorescências, pecíolos e ramos.

 

Após o progresso da doença, há o crescimento de um micélio branco, com aspecto cotonoso (parecido com algodão) sobre essas lesões.

 

Após um período, ocorre a formação de escleródios, caracterizados como um enovelamento/agregado de hifas, que são estruturas de resistência do fungo, permitindo que ele sobreviva no solo por até 10 anos, dependendo das condições ambientais.

 

Assim, em condições de umidade prolongada e temperaturas entre 10 °C e 21 °C, os escleródios presentes no solo germinam, dando origem aos apotécios (que têm aparência de cogumelo).

 

Esses escleródios produzem ascos que formam ascósporos (esporos do fungo), que são dispersos para o meio, disseminados pelo vento, podendo ocasionar infecções em outras plantas na área ou em regiões próximas.

 

Como manejar essa doença nas lavouras de soja?

 

Melhorar os níveis de controle do mofo-branco é um desafio bastante complexo para agricultores, principalmente porque esse fungo tem como principal característica sua sobrevivência em áreas de cultivo por longos períodos.

 

Esse desafio se torna ainda maior quando observamos que os escleródios do mofo-branco podem ser disseminados de diversas formas, tais como sementes, solo, máquinas agrícolas, água, entre outros.

 

Por essas características, o manejo da doença tem como objetivos estratégicos a redução dos escleródios no solo, além da redução da sua incidência e taxa de progresso. A redução dos escleródios no solo é conseguida pela adoção das seguintes medidas:

 

  • Formação de palhada para cobertura uniforme do solo;
  • Rotação e/ou sucessão com culturas não hospedeiras;
  • Utilização de sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas adequados;
  • Emprego de controle químico, através de pulverizações foliares de fungicidas principalmente durante a florada, período de maior vulnerabilidade da planta (R1 a R4).

 

Já para a redução da incidência do mofo-branco e de sua taxa de progresso, a adoção das seguintes medidas também é importante:

 

  • Escolha de cultivares de plantas que favoreçam boa aeração entre plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;
  • Utilização de população de plantas e espaçamento entre linhas adequados às cultivares;
  • Limpeza de máquinas e equipamentos após utilização em área infestada.

 

Conheça um produto inovador e com ação sistêmica contra o mofo-branco

 

Como vimos, o controle químico do mofo-branco é um importante aliado da soja. Neste caso, vale citar o potencial de controle oferecido por um produto fungicida inovador.

 

Este produto é um fungicida de contato e sistêmico utilizado em pulverizações preventivas para o controle de diversas doenças de parte aérea de variadas culturas, inclusive a soja.

 

As vantagens desse produto fungicida são bastante interessantes e estimulam sua utilização, tais como:

 

  • Amplo espectro: permitindo o controle simultâneo de diversas doenças, além do mofo-branco;
  • Possui três mecanismos de ação;
  • Auxilia, na manutenção do potencial produtivo. Em ensaios a campo no controle do mofo-branco, o uso desse produto resultou em uma produtividade média adicional de 8,5 sacas/hectare em relação às áreas sem o tratamento, cuja produtividade média foi de apenas 44 sacas;
  • Formulação de alta tecnologia que inclusive dispensa o uso de adjuvantes.

 

Por fim, para que o uso desse fungicida atinja os resultados esperados, é fundamental utilizá-lo somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados. Também é essencial realizar o monitoramento constante dessa doença na soja, além de adotar toda uma estratégia de aplicação preventiva.

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