Controle preventivo do bicho-mineiro. Quais medidas você deve tomar?

08/04/2020
Cultura • Café
O controle preventivo do bicho-mineiro é uma necessidade recorrente, sendo necessário adotar um conjunto de medidas que permitem maior eficiência em seu controle. Confira cinco medidas eficientes!

 

Em todos os países onde se cultiva o café, a cultura está sujeita à infestação de variadas pragas. O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é a principal dessas pragas, causando grandes problemas aos cafezais.

 

O bicho-mineiro – caracterizado como sendo uma pequena mariposa de coloração branco-prateada – se instala nas folhas dos cafeeiros, podendo causar consideráveis perdas e reduzir a produção em mais de 70%, dependendo da intensidade de infestação e da desfolha provocada.

 

Para evitar essas perdas, o controle preventivo do bicho-mineiro é uma necessidade recorrente, sendo necessário adotar um conjunto de medidas que permitem maior eficiência no processo.

 

Acompanhe este conteúdo e veja cinco medidas de controle preventivo que todo cafeicultor deve considerar para manter o bicho-mineiro longe da sua lavoura.

 

  1. Identifique corretamente o bicho-mineiro no cafezal

Para saber se há a presença ou não do bicho-mineiro em sua lavoura de café, você precisa saber como identifica-lo.  Trata-se da lagarta de pequenas mariposas que medem de 5 a 6 mm de ponta a ponta das asas, não passando de 2 mm de comprimento total do corpo. Com hábitos noturnos, a mariposa desta praga se esconde nas folhagens durante o dia, e só realiza suas atividades ao entardecer. A duração do ciclo evolutivo do bicho-mineiro varia entre 19 a 87 dias, de acordo com as condições climáticas. Situações de baixa umidade e altas temperaturas resultam em encurtamento do ciclo, dando origem a um ataque mais intenso e severo das folhas do café.

 

  1. Faça o monitoramento constante desta praga no seu cafezal

     

Para que o controle preventivo seja eficiente, é preciso monitorar as lavouras de forma constante. Assim, o produtor deve verificar a presença de:

 

  • ovos nas folhas;
  • presença de minas ativas nas folhas (com lagarta viva dentro);
  • pequenas mariposas prateadas, que voam ao tocar nas folhagens.

 

Ao fazer esse monitoramento, o produtor tem as indicações para decidir sobre a necessidade ou não de se aplicar o inseticida. Esse só deve ser aplicado quando a porcentagem de folhas atacadas nos terços médios e superior dos cafeeiros for igual a 5%-10% de folhas atacadas (folhas com larvas vivas) em épocas chuvosas e regiões de baixa ocorrência da praga e de 3% a 5% em épocas secas e regiões de alta ocorrência da praga. Vale ressaltar que a incidência do bicho-mineiro tende a variar de região para região, com as estratégias de manejo também sendo diferentes.

 

  1. Pondere a aplicação de inseticidas assim que aparecerem os primeiros adultos

     

Para que o controle do bicho-mineiro seja mais efetivo, a aplicação de inseticidas foliares deve ser feita preferencialmente assim que aparecerem os primeiros adultos. Aqueles inseticidas com ação sistêmica usados via solo, utilizados preventivamente para evitar o ataque do bicho-mineiro, devem ser aplicados no período das chuvas, já que necessitam de umidade no solo, para que as plantas o absorvam.

 

Mas, para tornar o controle do bicho-mineiro ainda mais efetivo, um novo produto (com um ativo inseticida inédito) acaba de ser lançado no mercado brasileiro pela Ihara. Esse produto, com ação inseticida e também fungicida, apresenta controle efetivo e residual prolongado contra o bicho-mineiro. Durante estudos, a aplicação de 2,0l/ha desse novo produto resultou em uma eficiência de 89% dos 7 aos 120 DAA. Esse resultado foi mais eficiente quando comparado a seus principais concorrentes no mercado.

 

  1. Faça inspeções constantes da lavoura nas épocas mais críticas

     

Para impedir que o bicho-mineiro provoque grandes prejuízos à lavoura, é fundamental que elas sejam inspecionadas constantemente, principalmente na época crítica de ataque, baixa umidade e alta temperatura. É importante que as inspeções continuem até o início das chuvas mais frequentes, que darão início às novas brotações nas plantas. Nesse contexto, será muito importante também adotar o manejo integrado de pragas (MIP) para a cultura do café.

 

  1. Consulte um engenheiro agrônomo e pesquise novos produtos

     

Uma ação preventiva importante que o cafeicultor deve fazer é sempre consultar um engenheiro agrônomo especializado. Este irá atender o cafeicultor de acordo com a sua necessidade. Além disso, o cafeicultor deve estar sempre atento às inovações em inseticidas que fazem melhor controle do bicho-mineiro. Como já citado, o cafeicultor tem a sua disposição um novo produto, desenvolvido pela Ihara, caracterizado por ser uma das grandes inovações do setor. Esse novo produto acaba de desembarcar ao Brasil e apresenta controle efetivo e maior residual. Essa é também uma nova opção para o bicho-mineiro em termos de manejo de resistência, agregando valor em todo o ciclo produtivo.

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