Trapoeraba

Commelina benghalensis
Dentre as espécies de plantas daninhas do gênero Commelina, a mais importante é a Commelina benghalensis. Entretanto, existem outras plantas deste gênero (Commelina diffusa, Commelina erecta e Commelina villosa), com o mesmo nome vulgar, que se encontram difundidas no território brasileiro e que também podem causar prejuízos econômicos nas culturas agrícolas.
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CARACTERÍSTICAS

 

A trapoeraba é uma planta perene, herbácea, ereta ou semiprostrada, muito ramificada, caules suculentos e articulados, grossos e alongados, medindo de 30 a 70 cm de altura. Uma planta de C. benghalensis pode produzir até 1.600 sementes.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

A trapoeraba apresenta duas fases reprodutivas: a sexuada e a assexuada. As sementes aéreas podem ser carregadas para outras áreas, enquanto as sementes subterrâneas podem favorecer a perenização da espécie.

 

DANOS À LAVOURA

 

A trapoeraba interfere no desenvolvimento das culturas por competir por água, luz e nutrientes e pode causar perdas significativas de produtividade, que variam de 40 a 100%, dependendo da cultura e da densidade da planta daninha. É muito concorrente em cafezais e em outras culturas, como soja, milho, citros, cana-de-açúcar, arroz, pastagens, frutíferas, hortaliças e ornamentais.

 

CONTROLE E MANEJO

 

A trapoeraba é uma planta daninha de difícil controle exigindo métodos diferenciados para o seu controle, os quais englobam: 

  • Método preventivo: lavagem do maquinário para evitar a propagação de mudas e sementes da planta daninha, uso de sementes fiscalizadas e sadias. 
  • Método cultural: diminuição do espaçamento entre plantas, drenagem do solo, plantio de culturas em consórcio (por exemplo: milho, feijão), cobertura do solo, capinas (manuais, cultivadores, arações e gradagens, entre outras técnicas).
  • Método químico: combinação de herbicidas de pré e pós-emergência.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

A competição da trapoeraba afeta as plantas, alterando a estatura, o diâmetro do caule, o número de folhas, a absorção de nutrientes e, por consequência, a produtividade da cultura. 

 

Fonte:  

São Paulo: Instituto Biológico

 

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