3 dicas para um manejo mais eficiente do capim-amargoso no café

08/12/2021
Cultura • Café

Infestação deve ser controlada no cafezal para evitar perdas na produção e facilitar o manejo da cultura e operação de colheita

 

 

Em cafezais, a infestação de plantas daninhas de difícil controle pode comprometer a produção e colheita da cultura, impactando diretamente a produtividade. E, dentre as muitas daninhas de difícil controle presentes em cafezais, o capim-amargoso merece maior atenção.

 

 

O capim-amargoso é uma daninha que deve ser controlada no cafezal para evitar perdas na produção e facilitar o manejo da cultura e operação de colheita. Para isso, o uso de modernas estratégias, com os produtos certos e no momento certo, é essencial.

 

 

Diante dessa necessidade, é fundamental acompanhar algumas dicas para promover um manejo mais eficiente do capim-amargoso em cafezais, impedindo que tais áreas sejam seriamente comprometidas do ponto de vista de produtividade.

 

 

Conhecendo o capim-amargoso e seu potencial de infestação em cafezais

 

 

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha de ciclo perene, com um ciclo de vida que pode durar mais de dois anos. Ela se reproduz através de sementes (mais de 100 mil sementes por inflorescência) e produz estruturas de reserva subterrâneas (rizomas).

 

 

Os rizomas são formados a partir dos 45 dias após a emergência da planta daninha. Essa estrutura confere ao capim-amargoso uma grande capacidade de rebrote da parte aérea, essencialmente após danos causados por corte mecânico ou pela ação de herbicidas.

 

 

O capim-amargoso é adaptado a quase todo o território nacional, infestando a maioria dos cultivos agrícolas brasileiros. Estima-se que, atualmente, ele infeste uma área de 8,2 milhões de hectares em nosso país.

 

 

Em cafezais, o capim-amargoso é uma daninha dominante e amplamente presente. Como medida de controle, muitos cafeicultores utilizavam o herbicida glifosato, que respondia com grande eficácia. Porém, o uso contínuo do herbicida acabou selecionando indivíduos resistentes, reduzindo o potencial de controle.

 

 

Sendo assim, confira três dicas para realizar o manejo do capim-amargoso com maior eficiência.

 

Dicas para o manejo eficiente do capim-amargoso

 

 

1. Utilizar cobertura de vegetação

Uma das formas mais eficientes para evitar o aparecimento de plantas daninhas é manter o solo coberto, e isso também vale para o capim-amargoso. Por esse motivo, o professor e doutor em agronomia Pedro Christoffoleti, da Esalq/USP, sugere aos produtores adotar alguma vegetação nas entrelinhas do café, como o capim braquiária, por exemplo. “Ter uma cobertura de vegetação viva na entrelinha do café possui uma série de benefícios. Benefícios agronômicos, benefícios de compactação do solo, benefícios de evitar a erosão, entre outros”, avalia Christoffoleti.

 

 

2. Fazer a prevenção com herbicidas pré-emergentes

Os herbicidas pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais, atuam nas plantas daninhas antes e no processo de germinação/emergência, prevenindo problemas futuros na lavoura. Essa característica traz diversas vantagens, entre as quais duas se destacam. A primeira delas é que o cafeeiro se desenvolve antes das plantas invasoras, saindo à frente na competição por água, luz e nutrientes. A outra vantagem é que o herbicida residual atua nas sementes das invasoras e do capim-amargoso.

“Além de evitar a matocompetição, ele também vai mitigar o banco de sementes e não deixar que ele aumente”, orienta Pedro Christoffoleti. Sendo assim, o herbicida pré-emergente combate uma das principais “armas” das plantas daninhas ao não deixar que ela se desenvolva, pois quanto mais a planta cresce, mais sementes ela produz e deposita no solo.

“Nós precisamos do herbicida residual para que, de forma inteligente e econômica, possamos prevenir os problemas com plantas daninhas”, analisa Christoffoleti. Nesse cenário, o herbicida pré-emergente Falcon, desenvolvido pela Ihara, se apresenta como a solução ideal para os cafeicultores.

Falcon tem em sua composição duas substâncias de amplo espectro eficazes para combater plantas daninhas de folhas largas e/ou estreitas. Ele controla o capim-amargoso e também a buva, outra planta daninha que tem incomodado os produtores de café.

Além disso, Falcon possui alta seletividade para atuar apenas sobre a planta daninha, sem prejudicar o desenvolvimento da cultura. Outro ponto positivo desse herbicida pré-emergente é o seu período residual, que mantém o controle das plantas daninhas por um longo tempo na lavoura, mesmo no período chuvoso.

 

 

3. Agir rapidamente no combate às plantas já florescidas

A aplicação do herbicida pré-emergente reduz consideravelmente a necessidade de aplicações de pós-emergência. Mas, caso o capim-amargoso chegue a se desenvolver no cafezal, uma boa alternativa são os herbicidas graminicidas, indicados para plantas resistentes ao glifosato, como é o caso do amargoso.

Nesse cenário, Targa Max é um herbicida graminicida, também desenvolvido pela Ihara, para utilização na fase de pós-emergência de plantas daninhas de difícil controle. Ele vem se mostrando eficaz no combate ao capim-amargoso através do seu mecanismo de ação alternativo ao glifosato.

Com ação rápida, Targa Max reduz a matocompetição com agilidade e pode ser aplicado o ano todo, além de ser altamente seletivo e não comprometer a produtividade do café.

 

Fonte: Dr. Pedro Christoffoletti – Pesquisador e consultorPJC Consultoria Agronômica

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