Percevejo da soja – Veja como monitorar e controlar esta praga

17/03/2020
Cultura • Soja
A adoção das boas práticas de manejo para o controle do percevejo da soja é essencial, garantindo assim a produtividade esperada. Confira as dicas!

 

Considerado como a principal praga da soja no Brasil, os percevejos representam um grande problema e causam muita dor de cabeça aos agricultores. Eles são um dos principais responsáveis pela redução no rendimento, na qualidade e na produtividade da soja.

 

Diante desse risco, o correto manejo desta praga é uma necessidade recorrente entre agricultores, que precisam ter muita atenção e estratégia para combatê-la. Para isso o produtor deve se basear na identificação correta das espécies e realizar o monitoramento das áreas para, assim, adotar a melhor estratégia para o controle.

 

Saiba mais sobre o percevejo da soja e suas espécies principais. Veja também quais são as estratégias de controle para melhor combate dessa praga na soja.

 

Grande risco à produtividade e rentabilidade da soja

 

Basicamente são três as espécies principais de percevejos da soja: Verde (Nezara viridula); Verde-pequeno (Piezodorus guildinii); Marrom (Euschistus heros). Há ainda uma quarta espécie, conhecida como barriga-verde (Dichelops furcatus), que até certo tempo tinha baixa importância na soja, mas com a safrinha de milho, vem ganhando importância.

 

Os percevejos são considerados uma das principais pragas sugadoras da soja e causam danos e distúrbios fisiológicos importantes, como:

 

  • Inviabilização total da semente por abortamento, até a redução do vigor e potencial germinativo;
    Redução da massa de grãos, devido à alimentação direta;
  • Murchação e má formação de vagens;
  • Maturação não uniforme das plantas atacadas, permanecendo estas com as folhas verdes ao final do ciclo;
  • Redução de produtividade e qualidade de grãos.

 

Além destes prejuízos no campo, o percevejo pode também acarretar em perdas durante a armazenagem da soja, visto que há o rompimento do tegumento que protege o grão, o que favorece a entrada de patógenos degradantes, prejudicando a massa de grão armazenada.

 

Métodos de controle do percevejo da soja

 

A adoção das boas práticas de manejo para o controle do percevejo da soja é essencial, visando manter a produtividade esperada. Por isso a adoção de tais práticas deve ocorrer tão logo for observada a presença desta praga na lavoura.

 

Atualmente, diferentes métodos de manejo do percevejo da soja estão disponíveis ao agricultor.
Dentre estes métodos, o controle químico se destaca. Assim como ocorre na grande maioria das culturas, o controle químico baseado na utilização de inseticidas é a principal estratégia de manejo, capaz de entregar alta eficácia de forma mais rápida.

 

No caso do percevejo da soja, o período crítico de controle se inicia no estágio R3 (início do desenvolvimento de vagens ou canivete) e estende-se até o estágio de maturação fisiológica da cultura, R7.

 

Frequentemente, é possível observar infestações no início do período reprodutivo, antes mesmo do estágio R3. Nesses casos, a recomendação é que as aplicações sejam antecipadas, visando reduzir a pressão de danos.

 

Dentro das boas práticas de manejo, é fundamental que o produto rotacione as moléculas químicas utilizadas (ou grupos químicos), a fim de retardar os problemas relacionados a evolução da resistência da praga.

 

Assim, para melhor controle, o agricultor brasileiro agora pode contar com um produto que acaba de ser lançado no mercado. Em sua fórmula há uma molécula inédita com alto poder de choque e residual únicos.

 

Este lançamento promete se destacar no controle do percevejo da soja. Apresenta poder de choque até 3 vezes maior que os produtos disponíveis no mercado e com maior tempo de ação na lavoura. Também possui alta solubilidade, além de ser altamente sistêmico, com grande poder de translocação, permitindo um período de controle muito maior (longo residual).

 

Há ainda outros métodos de controle, porém, estes não são tão eficientes quanto o controle químico. Caso do biológico e alternativos, onde há o uso de plantas para o manejo e alguns inimigos naturais de percevejos, que são naturalmente encontrados nas lavouras de soja.

 

Por fim, antes de definir qualquer estratégia de controle do percevejo da soja, é fundamental que um engenheiro agrônomo seja sempre consultado.

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