Ramulária

Ramularia areola
A ramulária, causada pelo fungo Ramularia areola, é considerada a principal doença foliar do algodoeiro em todas as regiões produtoras de algodão do Brasil. Provoca a desfolha precoce das plantas e compromete a produtividade e a qualidade da fibra, reduzindo, assim, o lucro do produtor. 
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CARACTERÍSTICAS

 

O fungo é formado por estruturas reprodutivas hialinas, fasciculadas e numerosas, denominadas conidióforos, nas quais são formados em cadeia, em tufos, os conídios (esporos), hialinos, alongados, uni ou bisseptados. Após a germinação dos conídeos ocorre a formação de tubos germinativos, que crescem em direção aos estômatos das folhas, visando a penetração e a colonização dos tecidos do hospedeiro.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

O ciclo de vida do fungo apresenta três fases: a primeira é a conidial ou assexuada, a segunda fase, denominada espermogonial, os ascósporos (esporos da fase sexuada) se desenvolvem sobre os restos culturais, como folhas e soqueiras. Por último, desenvolve-se a fase de ascógeno, na qual há formação de ascósporos também sobre folhas caídas e soqueiras e, juntamente com os conídios produzidos sobre os restos culturais, constituem o inóculo primário.

 

DANOS À LAVOURA

 

Em condições de alta severidade da doença há desfolha precoce nas plantas. Se a perda de folhas ocorre durante a fase de formação de maçãs, há comprometimento da produção no terço superior da planta, redução no crescimento das estruturas reprodutivas já formadas e abertura precoce dos capulhos, implicando em perda de qualidade da fibra.

 

CONTROLE E MANEJO

 

O manejo ideal para o controle desta doença é por meio da integração de técnicas, como uso de cultivares resistentes, época de plantio adequada, rotação de culturas e aplicação de fungicidas. 

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

A ramulária está presente em todas as regiões produtoras de algodão no Brasil, levando a perdas que podem variar de 30% a 75%, dependendo das condições climáticas.

 

Fonte: Embrapa

 

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