Pulgão-do-algodoeiro

Aphis gossypii
O pulgão do algodoeiro, Aphis gossypii, é uma das mais importantes pragas sugadoras do algodoeiro, pois, devido ao seu hábito alimentar, provoca danos diretos (sucção da seiva e injeção de toxinas) e indiretos (fumagina, viroses) à cultura.
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CARACTERÍSTICAS

 

Os pulgões são insetos pequenos (0,9 a 1,8 mm), ovalados, de corpo mole e piriforme, com antenas longas, cauda escura com 2 a 4 pares de cerdas laterais e pernas claras, com os ápices das tíbias, tarsos e garras escuros. Podem apresentar coloração que varia do amarelo ao verde escuro. 

 

CICLO REPRODUTIVO

 

Em regiões de clima temperado, nas épocas mais frias e de alimentos escassos, a reprodução predominante dos pulgões é sexuada. Já em regiões de clima tropical, como no Brasil, a reprodução ocorre de forma assexuada. As fêmeas procriam sem terem sido fecundadas, dando origem apenas a descendentes fêmeas geneticamente iguais às suas mães, conhecidas como clones.

 

DANOS À LAVOURA

 

além de provocar o encarquilhamento ou deformação do limbo foliar, em altas infestações pode provocar a morte das plantas. Quando a ocorrência da praga chega à fase de abertura dos capulhos, os prejuízos decorrem da perda de qualidade das fibras, pela formação do chamado “algodão caramelizado”. A não adoção de medidas de controle da praga conduz a perdas de 44% na produção. Estima-se que, quando o ataque ocorre até os 60 dias após o plantio, há uma perda de 24% de peso do algodão em caroço, além de atraso no desenvolvimento da cultura.

 

CONTROLE E MANEJO

 

 Para as cultivares suscetíveis às viroses, as medidas para o manejo dos pulgões são: destruição de soqueiras logo após a colheita, eliminação de plantas hospedeiras na área de cultivo, rotação de culturas que não sejam hospedeiras da praga, entre outras. O uso de inseticidas sistêmicos, no tratamento das sementes ou no solo, poderá proteger as plantas até os 25 dias, reduzindo a taxa de crescimento populacional dos pulgões.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

O pulgão é considerado praga-chave em diversas regiões produtoras do Brasil e do mundo, principalmente para as variedades suscetíveis aos vírus por ele transmitido. Embora já tenha sido considerado um problema pequeno, atualmente esta praga causa sérios problemas em muitas áreas de produção de algodão.

 

Fonte: Instituto Biológico de São Paulo

 

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