Míldio

Peronospora manshurica
O míldio da soja, Peronospora manshurica, sinonímia de Peronospora sojae, é considerado uma doença secundária, ou seja, de pouca importância econômica, porém, vem ocorrendo com maior frequência nas últimas safras, gerando perdas de produção que podem chegar a 14% em cultivares suscetíveis. 
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CARACTERÍSTICAS

 

O Peronospora manshurica emite hifas cenocíticas de 7 a 10 μm de largura, esporan-gióforos (estrutura que dá origem ao esporângio) acinzentados, medindo 240 a 984 μm por 5 a 9 μm, ramificados dicotomicamente.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

A infecção sistêmica ocorre quando são plantadas sementes infestadas e/ou quando são semeadas sementes sadias que entram em contato com restos culturais infectados, presentes na superfície do solo. Nas folhas de plantas com infecção sistêmica, o fungo esporula abundantemente, tornando-se, assim, fonte de inóculo primário.

 

DANOS À LAVOURA

 

A ocorrência do míldio tende a reduzir a capacidade fotossintética da planta, resultando em prejuízo no desenvolvimento vegetativo, bem como em danos à produção. O fungo também infecta as vagens, podendo provocar deterioração das sementes ou infecção parcial.

 

CONTROLE E MANEJO

 

As medidas de controle para o míldio envolvem práticas de controle cultural; manejo químico, com a correção e adubação do solo; e controle químico, com o tratamento de sementes e aplicação de fungicidas.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

A cultura da soja tornou-se a principal commodity do agronegócio brasileiro na última década, com fundamental importância para diversos setores da economia do País. Entre os principais fatores que podem afetar o rendimento, a lucratividade e o sucesso da produção da cultura destacam-se as doenças, dentre as quais o míldio, quando não controlado prontamente.

 

Fonte: EMBRAPA

 

Culturas que atinge

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