Mamona

Ricinus communis
A mamona, ou mamoneira, Ricinus communis, é reconhecida mundialmente como cultura para produção de óleo e biodiesel, porém, a espécie vem se caracterizando como planta daninha em diversas culturas, especialmente nos canaviais, devido à sua resistência ao estresse hídrico; ao crescimento rápido, que causa sombreamento na cultura, e à eficiente competição por nutrientes. 
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CARACTERÍSTICAS

 

A mamona é uma planta perene polimórfica, apresentando ampla variação com relação a: porte e hábito de crescimento, cor da folhagem, cor do caule, cor dos frutos e racemos (cachos) e grau de deiscência. É considerada de baixo porte quando apresenta altura de até 1,8 m; médio porte com 1,8 m a 2,5 m e alto porte com 2,5 m a 5,0 m. O fruto pode apresentar cor verde, vermelha ou colorações intermediárias. As sementes apresentam-se de diferentes tamanhos, formatos e grande variabilidade de coloração.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

O ciclo reprodutivo da mamoneira é composto por 12 estádios de desenvolvimento, que variam em relação ao tempo de duração, à cultivar e às condições ambientais.

 

DANOS À LAVOURA

 

Quando controladas incorretamente, interferem seriamente na cultura, reduzindo o rendimento. A alta interferência da mamona pode implicar em até 80% de perdas de produtividade nas reboleiras, além de dificultar a colheita e ter suas sementes dispersas a longas distâncias.

 

CONTROLE E MANEJO

 

Para o correto manejo químico da mamona deve-se, primeiro, planejar a época da aplicação dos herbicidas. Estratégias de controle específicas devem ser ponderadas pelo produtor ou pela usina de cana, com o uso de herbicidas pré-emergentes.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. O crescimento econômico proporcionado pela cultura está calcado na produtividade dos canaviais, que, por sua vez, depende da integração de diferentes manejos, particularmente os que incluem as plantas daninhas, como a mamoneira.

 

Fonte: Embrapa

 

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