Agricultores têm nova tecnologia para o controle preventivo de ferrugem na soja

05/08/2021
Cultura • Soja

A ferrugem, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma doença que traz muitas preocupações aos produtores de soja em boa parte do Brasil, podendo causar perdas totais quando não há um controle mais efetivo.

 

Para piorar o cenário, a ferrugem está chegando cada vez mais cedo às lavouras de soja, principalmente no Sul do Brasil, com aumento da pressão da doença, exigindo manejos mais (preventivos) intensos.

 

Ao mesmo tempo, a perda em eficiência de vários fungicidas disponíveis é crescente, decorrente da resistência dos fungos à aplicação dos mesmos princípios ativos.

 

Diante dessa dificuldade, é cada dia mais importante que todo agricultor invista em novas estratégias de manejo da ferrugem na soja, tendo no controle preventivo uma possibilidade cada dia mais em pauta.

 

 

O que é mais adotado para o controle da ferrugem na soja?

A ferrugem-asiática da soja é uma doença que foi identificada pela primeira vez no Brasil na safra de 2001/2002. A partir de então ela vem sendo monitorada e pesquisada por vários centros públicos e privados, que investem milhões de dólares em estratégias de controle.

 

Por muito tempo, muitas foram as estratégias de manejo recomendadas para controlar essa doença no Brasil, que incluem:

  • Ausência da semeadura de soja e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra por meio do vazio sanitário para redução do inóculo do fungo;
  • Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada como estratégia de escape da doença;
  • Monitoramento da lavoura desde o seu início de desenvolvimento;

 

Porém, mesmo com todas essas estratégias, o uso de fungicidas sempre foi uma necessidade dentro do plano de controle da ferrugem. Porém essa estratégia, ao longo das safras, vem resultando na seleção de populações do fungo resistentes ou menos sensíveis aos fungicidas.

 

Tal fato vem exigindo a adoção de novas medidas preventivas de controle, que devem ocorrer o mais cedo possível. Neste contexto, a IHARA, considerada uma empresa de pesquisa e desenvolvimento, vem investindo em novas soluções cada vez mais inovadoras.

 

E o mais novo fruto de todo esse esforço é o ROMEO SC, defensivo biológico que apresenta um mecanismo de ação totalmente inédito no Brasil e permite um controle preventivo e mais efetivo da ferrugem na soja.

 

ROMEO SC: Nova e moderna estratégia de controle da ferrugem da soja

Sempre preocupada em oferecer os melhores produtos ao agricultor no combate às diferentes pragas e doenças, a IHARA acaba de lançar seu novo biofungicida: O ROMEO SC.

 

Essa é uma solução inovadora para auxiliar o agricultor de Norte ao Sul do País no combate de ferrugem. Como característica principal, este novo fungicida biológico possui um modo de ação inédito no Brasil.

 

ROMEO SC age de forma preventiva em uma estratégia totalmente diferente, ativando os sistemas de defesas naturais da planta e maximizando a proteção da lavoura contra a ferrugem.

 

É importante lembrar que o ROMEO SC não tem como proposito erradicar o problema da ferrugem, mas chega ao mercado para somar no manejo dessa doença, sendo totalmente compatível com outros produtos químicos e biológicos, sem que sua eficiência seja afetada.

 

Diferente de outros produtos do mercado, assim que o ROMEO SC é aplicado nas folhas da soja, seu princípio ativo é reconhecido por receptores específicos, que enviam várias mensagens para a planta, estimulando mecanismos físicos e bioquímicos no interior da soja. Com isso, a planta torna-se mais forte e resistente ao ataque da ferrugem asiática.

 

Essa nova tecnologia da IHARA deve ser aplicada sempre em parceria com outros fungicidas diretamente nas folhas da planta, sempre de forma preventiva e precoce, com sua aplicação devendo ocorrer no intervalo de 14 dias.

 

Ganhos econômicos e maior sustentabilidade de controle

O uso de ROMEO SC como componente de uma nova estratégia de controle preventivo da ferrugem da soja resulta em ganhos econômicos bastante significativos.

 

Pesquisas de campo realizadas pela IHARA, mostram que o uso de ROMEO SC permite um incremento significativo na produtividade, com no máximo 20 a 30% de severidade, indicando uma ótima resposta quando há o uso desse produto biológico.

 

Este ganho é fundamental, principalmente porque o cenário de commodities mudou muito globalmente nos últimos anos. A soja é uma commodity que passou de R$60,00 para R$150 a 170,00 no valor da saca. Isso exige que o produtor não perca em produtividade.

 

Neste sentido, o uso de biológicos, como o ROMEO SC, se configura como uma excelente opção, com grande eficiência no manejo.

 

Mas, além do ganho econômico, a IHARA acredita na sustentabilidade da agricultura brasileira e, ao encontro desse posicionamento, investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções biológicas e o ROMEO SC é o primeiro produto de uma série que surge com este propósito.

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