Podridão-da-flor

Colletotrichum acutatum
A podridão floral dos citros, conhecida popularmente como “estrelinha”, é causada pelo fungo Colletotrichum acutatum. Ele afeta flores e frutos recém-formados de quase todas as variedades de citros de interesse comercial. De modo geral, a doença é mais frequente e danosa nos pomares de laranjeiras doces, limões verdadeiros e limas ácidas.
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CARACTERÍSTICAS

 

Os conídios são usualmente elipsoides e fusiformes, pelo menos em uma das extremidades. Apressórios pigmentados são produzidos com a germinação dos conídios e variam de forma e tamanho.

 

CICLO REPRODUTIVO

 

O C. acutatum assume duas formas de parasitismo nas plantas: a forma biotrófica (com pouco ou nenhum dano aparente para o hospedeiro), que ocorre nas folhas, e a forma necrotrófica (com morte das células do hospedeiro), que ocorre nas flores. Nas folhas, os conídios do fungo formam estruturas de adesão e de persistência, chamadas apressórios. Quando ocorre o florescimento, a água das chuvas transporta os extratos das flores para as folhas.

 

DANOS À LAVOURA

 

O fungo infecta flores e produz lesões róseo-alaranjadas nas pétalas e lesões escuras no pistilo (estilete ou estigma). Nas flores infectadas há alterações hormonais que tornam os frutos cloróticos e os derrubam precocemente, deixando seus cálices retidos aos ramos das árvores (estrelinhas) por até 18 meses, prejudicando a próxima florada. Às vezes os frutos não chegam a cair, porém, afetados pela doença, permanecem e desenvolvem-se deformados e pequenos.

 

CONTROLE E MANEJO 

 

A principal estratégia de manejo da podridão floral é o controle químico, realizado por meio de pulverizações preventivas com fungicidas sistêmicos no período do florescimento. Além do controle químico, é recomendável utilizar outras medidas que contribuem para antecipar, uniformizar ou reduzir o período de florescimento, como manejo da irrigação, da adubação e da sanidade do pomar, além do monitoramento da florada e do clima.

 

IMPACTOS NA SOCIEDADE

 

Sob condições ambientais extremamente favoráveis ao desenvolvimento da podridão floral, pode haver perdas de até 100% da produção. No Estado de São Paulo, há registros de perdas significativas em muitos pomares das principais regiões produtoras, com redução de até 80% da produção. 

 

FONTE: EMBRAPA

 

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