Adoção de produtos biológicos cresce 32% na última safra

15/12/2021
Cultura • Soja

Na safra 2020/21, segundo dados da Spark, a adoção de produtos biológicos aumentou em 32% comparado a safra anterior, no campo e a expectativa é de que os números continuem aumentando. O produtor de soja está se ambientando ao uso de biológicos, já que a prática é mais utilizada entre os hortifrutigranjeiros, que produzem alimentos que vão direto à mesa ao serem colhidos. Porém, o uso de defensivos biológicos entre os sojicultores já é uma realidade e vem sendo adotado como uma alternativa eficiente para mitigar as perdas na cultura.

 

O Brasil é o maior produtor e exportador da oleaginosa no mundo, na última safra (2020/21), o País produziu 135,409 milhões de toneladas do grão, em uma área de 127,842 milhões de hectares, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a safra 2021/22, estima-se que sejam colhidas 141,26 toneladas, puxada por um aumento de 3,6% na área plantada. Um novo recorde!

 

E para que estes números sejam cumpridos, o agricultor precisa se antecipar e realizar o manejo preventivo. Uma das principais preocupações do produtor de soja é a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável por perdas de até  90%na lavoura, caso não seja feito o controle preventivo.

 

Diante deste cenário do crescimento do uso de biológico pelos produtores e a necessidade de novas tecnologias no mercado, a IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, desenvolveu diversas soluções que contribuem para o controle preventivo da ferrugem da soja.  “Trouxemos ao mercado recentemente um fungicida biológico com ação inédita no Brasil, que age de maneira preventiva, sendo aplicado antes mesmo de qualquer ocorrência de ferrugem. Isso fortifica a planta aumentando suas defesas naturais, com aplicações antes e depois do período reprodutivo. Além de atuar na fortificação da planta como um todo, ele contribui para o aumento de produtividade entre 2 a 3 sacas por hectare em áreas testes nas principais regiões produtoras do País”, avalia Alexandre Alves, Gerente de Produtos Biológicos da IHARA.

 

Segundo o executivo, o País está em sua terceira onda de produtos biológicos. “A primeira foi o desenvolvimento dos primeiros microrganismos, fungos, bactérias e vírus. A segunda foi a mistura desses microrganismos e estamos na terceira onda, um produto inovador, compatível com todos os químicos e biológicos do mercado”.

 

Entre os órgãos reguladores de novas moléculas de produtos químicos, a média é de 10 anos para aprovação e para biológicos este tempo cai para cerca de 9 a 12 meses. Em 2009, o Brasil registrou nove produtos, em 2020 foram mais de 60. “O Brasil tem o maior potencial de crescimento de uso de produtos biológicos mundialmente por dois motivos: somos o celeiro do mundo com maior potencial de crescimento de áreas agricultáveis e produtividade, e temos a maior biodiversidade, os produtos biológicos vem da natureza. Muitos novos microrganismos podem ser desenvolvidos, ainda seremos referência neste setor”, conclui Alves.

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